Cabra marcado para morrer

chomskyAs Ligas Camponesas vinham sendo criadas desde meados dos anos  com o objetivo de conscientizar e mobilizar o trabalhador rural na defesa de reforma agrária. Durante o governo de João Goulart, o número dessas associações cresceu muito e, junto com elas, também se multiplicavam os sindicatos rurais. Os camponeses, organizados nessa liga ou em sindicatos, ganharam mais força política para exigir melhores condições de vida e de trabalho.

A renúncia de Jânio Quadros em  de agosto de 1961, após apenas sete meses de governo, abriu uma grave crise política, já que seu vice, João Goulart, não era aceito pela UDN e pelos militares, que o acusavam de promover agitação social e de ser simpático ao comunismo. Assim como esses setores eram contrários à posse de Jango, existiam outros que defendiam o cumprimento da Constituição, como o governador do Rio Grande do Sul, Leonel Brizola.

O impasse foi resolvido com a adoção do regime parlamentarista de governo, aprovado pelo Congresso. Com esse regime, Jango era apenas chefe de Estado, sendo que o poder efetivo de decisão estava nas mãos de um primeiro-ministro escolhido pelos deputados e senadores. Diante da crise econômica, o regime parlamentarista, se mostrava ineficiente, sem que a crise fosse atenuada. Esse cenário fortalecerá o restabelecimento do presidencialismo, conquistado através de um pebliscito em 6 de janeiro de 1963. Reassumindo a plenitude de seus poderes, Jango lançou as reformas de base apoiadas por grupos nacionalistas e de esquerda. Elas incluíam a reforma agrária, a reforma do sistema bancário, a reforma tributária e a reforma eleitoral.

A mobilização popular nos comícios assustava as elites que, artiuladas com as forças armadas e apoiadas pelos setores mais conservadores da Igreja desferiram um golpe de Estado de 31 de março de 1964.

Iniciava-se assim um dos períodos mais obscuros da história do Brasil, com 21 anos de ditadura militar que promoveu uma violenta onda de repressão sobre os movimentos de oposição, além de ter gerado uma maior concentração de renda, agravando a questão social, produzindo mais fome e miséria. Os “anos de chumbo” da ditadura ocorreram após o AI5, no final do governo Costa e Silva, estendendo-se por todo governo Médici.

O filme pode ser comparado ao documentário sobre Jango ou com o nazismo em ambos é retratado a repressão através de uma política de governo  ou um golpe militar. Limitando a liberdade de expressão da população. No documentário “O cabra marcado para morrer”, esse golpe ocorre devido à reforma agrária, ao contrário dos outros golpes.

Jango

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Após a renúncia de Jânio Quadros, os militares tentaram vetar a chegada do vice-presidente João Goulart ao posto presidencial. Tendo sérias desconfianças sobre a trajetória política de Jango, alguns membros das Forças Armadas alegavam que a passagem do cargo colocava em risco a segurança nacional. De fato, vários grupos políticos conservadores associavam então vice-presidente à ameaçadora hipótese de instalação do comunismo no Brasil.

Com isso, diversas autoridades militares ofereceram uma carta ao Congresso Nacional reinvidicando a extensão do mandato de Ranieiri Mazzilli, presidente da câmara que assumiu o poder enquanto Jango estava em viagem à China. Inicialmente, esses militares manisfestavam a favor da realização de novas eleições para que a possibilidade de ascensão de Jango fosse completamente vetada. No entanto, outros políticos e militares, como o Marechal Lott, eram a favor do cumprimento das regras políticas.

Com a possibilidades do golpe militar enfraquecida por essas duas ações, o Congresso Nacional aprovou arbitrariamente a mudançado regime político nacional para o parlamentarismo. Dessa maneira, os conservadores buscavam limitar significativamente as ações do Poder Executivo e, consequentemente, diminuir os poderes dados para Jango. Foi dessa forma que, em 7 de setembro de 1961, João Goulart assumiu a vaga deixada por Jânio Quadros.

A instalação do parlamentarismo fez com que João Goulart não tivesse meios para aprovar suas propostas políticas. Mesmo assim, elaborou um plano de governo voltado para três pontos fundamentais: o desenvolvimento econômico, o combate à inflação e a diminuição de déficit público. No entanto, o regime parlamentarista impedia que as questões nacionais fossem resolvidas por meio de uma consciente coalizão política.

Esse documentário se relaciona muito com o outro documentário “a revolução não será televidionada” ou com “a arquitetura da destruição em ambos ocorreram golpes militares parecidos, onde houve a repressão da liberdade de expressão.

Chomsky

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Noam Chomsky é um linguista, filósofo, ativista, autor e analista político estadunidense que revolucionou o estudo da imagem, conhecido pelas críticas que faz a conduta das autoridades de seu próprio país, acredita que as grandes corporações da internet estão juntando dados diversos de usuários da internet com mais competência do que os governos, e que isso permitirá que as autoridades possam conhecer “tudo” a respeito dos seus cidadãos.

No documentário fica claro que para Chomsky a democracia é um regime autoritário disfarçado, onde as pessoas acham que são totalmente livres, mas para ser aceitas precisam seguir certas condutas impostas pelo governo, pela sociedade, bem como pelo próprio trabalho.

Um exemplo clássico dos jornalistas que acham ser totalmente livres, mas que são completamente influenciados, é o próprio William Bonner no qual pode-se observar uma “falsa” liberdade em que todos seus movimentos são completamente calculados, com o intuito de receber audiência, fazendo com que a sociedade siga seus pensamentos.

O governo não tem influência sobre a mídia, não tem esse poder. A mídia é feita de corporações enormes, que têm os mesmos interesses das empresas que controlam o governo.

A revolução não será televisionada

Este documentário apresenta os acontecimentos do golpe contra o governo do presidente Hugo Chávez, em abril de 2002, na Venezuela. Os dois cineastas estavam na Venezuela realizando, desde setembro de 2001, um documentário sobre o presidente Hugo Chávez e o governo boliviano quando, surpreendidos pelos momentos de preparação e desencadeamento do golpe, puderam registrar inclusive no interior do Palácio Miraflores, seus instantes decisivos, respondido e esmagado pela espetacular reação do povo.

A elite venezuelana estava insatisfeita com a administração de Chávez, pois essa reduziu as suas regalias. A mídia, principalmente televisiva, noticiava, mentirosamente, fatos contra o presidente, inclusive que Chavistas teriam assassinado várias pessoas em um protesto. Nos dias do golpe, foi divulgado que presidente renunciou o que era mentira. A TV omitiu o fato de que Chávez não assinou a renúncia e que ele somente se entregou aos golpistas sob a ameaça de o palácio presidencial ser bombardeado por militares contrários ao regime Bolivariano. Naquele momento era impossível que a verdade chegasse ao povo, pois os canais que apoiavam Chávez sofreram sabotagem técnica e ficaram fora do ar. Assumiu, com o apoio da mídia e com toda a arrogância, Pedro Carmona, destituindo os poderes até então constituídos.

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A revolução não será televisionada – Fonte: http://www.adorocinema.com/filmes/filme-74879/

Arquitetura da Destruição

“Todo grande arquiteto é necessariamente um grande poeta. Deve ser um grande intérprete, original, de seu tempo.”  – Frank Lloyd Wright.

De fato Original… Mas não Irracional!

O Curta metragem intitulado “Arquitetura da Destruição” conta a trajetória acadêmica, e política de Hitler.  Nele e mostrado, as tentativas de Hitler ao se integrar na Escola de Belas Artes, para desenvolver suas habilidades em projetos arquitetônicos. Durante estes anos de tentativas fracassadas, ele conheceu um artista com ideologias na qual ele se interessou e adquiriu estas.

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Construções feitas Baseadas em Projetos de Hitler

Referencias: http://samaeditora.com.br/artigo-detalhes.php?id=685

De acordo com o Blog Historia Net, que sintetizou de forma bem clara e dinâmica :

“O nazismo tinha como princípio fundamental embelezar o mundo, nem que para isso tivesse que destruí-lo. (…)Para os nazistas, as obras modernas distorciam o valor humano e na verdade representavam as deformações genéticas existentes na sociedade; em oposição defende o ideal de beleza como sinônimo de saúde e consequentemente com a eliminação de todas as doenças que pudessem deformar o “corpo” do povo.  Do ponto de vista social, o embelezamento é vinculado diretamente à limpeza. A limpeza do local de trabalho e a limpeza do próprio trabalhador. Os nazistas consideram que ao garantir ao trabalhador a saúde e a limpeza, libertam-no de sua condição proletária e, garantem-lhe dignidade de burguês, eliminando portanto a luta de classes.

O filme dedica ainda um bom tempo à perseguição e eliminação dos judeus como parte do processo de purificação, não só da raça, mas de toda a cultura, mostrando o processo de extermínio. É interessante perceber que, durante toda a guerra, mesmo no período final com a proximidade da derrota, os projetos arquitetônicos do III Reich tiveram andamento, pretendendo construir a nova Berlim, capital do mundo.”

Referencias: http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=102

O novo século

A globalização e a nova ordem mundial

 Durante o século XX, o mundo conviveu com projetos políticos que almejavam a hegemonia mundial. Entre eles, o projeto de democracia liberal, de economia capitalista, cuja liderança coube aos EUA.

Com o fim da Guerra Fria, os EUA formalizaram sua posição hegemônica articulada a seis outros países: Reino Unido, Canadá, França, Alemanha, Japão e Itália – origem da sigla G7.

Resumidamente, a globalização pode ser definida, muito resumidamente, como um processo em que os países abrem suas economias, integrando os mercados nacionais, resultando na interdependência deles.

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Nova ordem mundial – https://www.google.com.br/search?hl=pt-BR&site=imghp&tbm=isch&source=hp&biw=1366&bih=667&q=a+globaliza%C3%A7%C3%A3o+e+a+nova+ordem+mundial&oq=a+globaliza%C3%A7%C3%A3o+e+a+nova+ordem+mundial&gs_l=img.3…9380.20372.0.20496.43.8.3.32.35.0.906.1206.3-1j6-1.2.0….0…1ac.1.58.img..35.8.1232.NKJs7qYNWa8#facrc=_&imgdii=_&imgrc=lhFwrtZPWItpeM%253A%3BKRuJKRi4TGH16M%3Bhttp%253A%252F%252Fimage.slidesharecdn.com%252Fnovaordemmundial-professorrafaelarosa-110407172505-phpapp01%252F95%252Fnova-ordem-mundial-professor-rafael-arosa-1-728.jpg%253Fcb%253D1302215167%3Bhttp%253A%252F%252Fpt.slideshare.net%252FIroquai%252Fnova-ordem-mundial-professor-rafael-arosa%3B728%3B546

De um lugar para outro

 O processo de globalização criou uma nova divisão  internacional de trabalho. Muitos mercados passaram a estar integrados. Entretanto, a globalização enfraqueceu o Estado-nação e tornou a noção de soberania nacional discutível.

Os blocos econômicos

 Em 1950, países europeus fizeram acordos para integrar seus mercados. Os países passaram a se unir não por razões ideológicas por interesses econômicos comuns. Esses blocos econômicos apresentam diversas configurações. Pode ser área de livre comércio (os países membros diminuem ou suspendem as tarifas alfandegárias), união aduaneira (quando se trata de um acordo mais amplo, ao criar regras comuns para o comércio exterior de seus países membros), bem como o mercado comum (há uma total integração das economias dos países-membros, com regras para o comércio exterior).

As duas torres e a revanche do império

 Na manhã de 11 de setembro de 2001, ativistas da Al-Qaeda sequestraram quatro aviões no espaço aéreo norte-americano, atingiram a torre norte (World Trade Center), a torre sul, o pentágono e a Pensilvânia. Totalizaram 3.234 vítimas fatais. Osama bin Laden e Al Qaeda assumiram a responsabilidade pelos atentados.

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Torres gêmeas – https://www.google.com.br/search?hl=pt-BR&site=imghp&tbm=isch&source=hp&biw=1366&bih=624&q=as+duas+torres+e+a+revanche+do+imp%C3%A9rio&oq=as+duas+torres+e+a+revanche+do+imp%C3%A9rio&gs_l=img.3…1561.9753.0.9854.38.6.0.26.0.1.614.913.2-1j5-1.2.0….0…1ac.1.58.img..38.0.0.BJL-b0Z-Zio#facrc=_&imgdii=_&imgrc=_zFpUtPBb1Qr9M%253A%3BHqPnKcqGcxlBFM%3Bhttp%253A%252F%252Fwww.portalbrasil.net%252Fimages%252Fwtc9.jpg%3Bhttp%253A%252F%252Fwww.portalbrasil.net%252Freportagem_atentado_wtc.htm%3B350%3B204

A crise de 2007

 A crise de 2007 demonstra a que ponto chegou a globalização das finanças . As empresas cujas ações compõem o índice Standard & Poor’s 500 cada vez mais obtém lucros e receitas fora dos EUA e são cada vez mais internacionalizadas . Por sua vez , o colapso do “sub-prime” , o mercado de empréstimos a pessoas com histórico de créditos precários é um problema norte-americano . Porém, os mercados globalizados permitem que empresas na Áustria , na França , na Alemanha e em outros países participem dos prejuízos . Os EUA como a maior economia mundial exercem posição central nos mercados mundiais devido á sua condição de propulsor do crescimento global e em caso de crise interna , tornam-se o epicentro de uma crise mundial .

Descobriu-se , tarde demais , que o nível de alavancagem dos bancos de investimento chegou a trinta vezes o valor de seu patrimônio . Com US$ 1 trilhão em hipotecas , foram criados US$ 40 trilhões em investimentos complexos , em que dívidas eram dadas em garantia de outras dívidas cada vez mais fluidas , maiores e mais distantes do valor original do imóvel, que , em tese , garantia todo o sistema .

O sistema foi montado no pressuposto de que os imóveis dados como garantia nunca perderiam valor e mais ainda , deveriam continuar se valorizando com o tempo e por tempo indeterminado . Os imóveis nunca haviam se desvalorizado nos EUA . Porém com a desvalorização dos imóveis o sistema ruiu como um castelo de cartas . A questão é saber como as autoridades reguladoras permitiram que um esquema tão arriscado prosperasse .

Aquecimento global: O planeta em perigo

 Como observado, é um processo que ocorre quando a radiação infravermelha na superfície terrestre, que por sua vez tem origem na luz do sol, é absorvida por gases presentes na atmosfera, principalmente o vapor de água (H2O) e o dióxido de carbono (CO2), mas outros gases como o metano (CH4), o óxido nitroso (N2O) a família dos CFCs (CFxClx) se apresentam como fortes captadores de radiação infravermelha e potencializadores do efeito estufa. Esse conjunto de gases são, portanto, chamados de Gases de Efeito Estufa ou GEE.

O efeito estufa em si é um processo fundamental para a vida na Terra já que faz com que o planeta se mantenha aquecido, mas o aumento significativo das emissões de gases do efeito estufa associado a outras ações também promovidas pela atividade humana, como o desmatamento de florestas por exemplo, têm sido determinantes, acredita-se, no desequilíbrio do balanço de energia do sistema terra atmosfera ocasionando maior retenção de energia e o aumento do efeito estufa, com o aquecimento da baixa atmosfera e aumento da temperatura média do planeta e possíveis distorções ambientais. O aquecimento global se tornou um dos maiores problemas da Terra, com efeitos que podem ser catastróficos.

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Aquecimento global – http://elaineraiane.blogspot.com.br/2010/05/aquecimento-global.html

O Brasil da Democracia

   Ao estudar o capítulo 16 – O Brasil da Democracia, foi proposto ao grupo a elaboração de um Banner, em formato de uma prima pagina de jornal, tendo como notícias, os fatos mais importante no período estudado no capítulo.

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Banner Produzido pelo Blog Somente História

  • Na coluna a esquerda, encontra-se uma lista com nomes de pessoas desaparecidas durante o período de Ditadura. Trata-se de uma Lista Real disponibilizada no seguinte endereço eletrônico:  http://www.desaparecidospoliticos.org.br/pessoas.php?m=3
  • A primeira Noticia, trata sobre as Eleições Presidências em 1989 onde Fernando Collor (PRN/PSC) vence, no segundo turno, com 42,75% contra 37,86% sobre o candidato do PT Luíz Inácio Lula da Silva.
  • A segunda noticia trata de quando o o Presidente Fernando Collor é afastado do seu cargo, dando poder ao vice Itamar Franco em 29 de Setembro de 1992. Como se não bastasse os Brasileiros ainda não superaram a terceira eliminação consecutiva da Copa do Mundo.
  • A terceira,  foi quando Fernando Henrique Cardoso assume a presidência com o Projeto de reduzir o tamanho do estado e seu papel na economia, adotando politicas neoliberais.
  • A Ultima, foi quando o Governo Lula optou por manter a estabilidade da Moeda por meio do equilibrio fiscal e do controle dos gastos publicos.

O COLAPSO DO COMUNISMO

3- Os chineses e as “Quatro Modernizações”

Desde a vitória da Revolução liderada por Mao Tsé-Tung, os chineses passaram por experiências muito difíceis.

No Partido Comunista, alguns dirigentes defenderam outro projeto, chamado de “Quatro Modernizações”, que foi derrotado. Em seu lugar, o governo de Mao deu início, em 1966, à Grande Revolução Cultural, cujos principais resultados foram o atraso da economia, o aumento da pobreza e o terror ideológico.

Na década de 1970, a sociedade chinesa mostrava-se exausta das experiências maoístas. Com a morte de Mao Tsé-Tung, em 1976, o Partido Comunista Chinês, retomou o projeto das “Quatro Modernizações”. Tratava-se de modernizar a agricultura, a indústria, a defesa do país e o setor de ciência e tecnologia.

Em fins de 1978, durante o XI Congresso do Partido Comunista, o Comitê Central aprovou o projeto das “Quatro Modernizações”. A primeira iniciativa foi desmontar as comunas rurais instauradas por Mao Tsé-Tung. A terra foi redistribuída entre as famílias camponesas, com a obrigação de venderem uma parte da sua produção ao Estado por um preço predeterminado. A outra parte poderia ser vendida livremente no mercado.

O aumento da renda camponesa abriu um vasto mercado para a produção industrial.

Resolvido o problema agrário e diante da crescente demanda de consumo da sociedade, o Estado deu início à segunda iniciativa: fomentar o desenvolvimento industrial recorrendo a capitais estrangeiros. Foram instituídas as Zonas Econômicas Especiais, em cidades do litoral do país. O objetivo era a instalação de industrias estrangeiras diversificadas, voltadas para a exportação.

Um fator importante para o crescimento econômico da China é a imensa quantidade de trabalhadores no país e os baixo salários que recebem. É proibida a formação de sindicatos, protestos são reprimidos.

Outro recurso utilizado pelo governo chinês é a moeda desvalorizada artificialmente em relação ao dólar, o que também beneficia suas exportações.

Em 1997, o governo chinês privatizou suas empresas estatais, com exceção das industrias químicas, de armamentos, energia e distribuição de grãos.

Mas o custo de tanto crescimento é alto, como na questão do meio ambiente.

O Partido não abriu mão do autoritarismo e do regime ditatorial, cuja intolerância pode ser evidenciada pelo massacre da praça da Paz Celestial, em 1989.

No dia 15 de abril de 1989, estudantes e alguns intelectuais chineses iniciaram uma série de manifestações de protesto contra o governo. Eles se reuniram principalmente na Praça da Paz, acusavam o Partido Comunista Chinês de praticar corrupção e de agir de maneira repressiva. Reivindicavam também medidas democratizantes.

A direção do Partido Comunista ficou dividida entre negociar com os estudantes ou reprimir duramente os protestos, mas venceu a “linha dura” do regime. Assim, no começo de maio, o governo declarou lei marcial. Um mês depois, soldados e tanques tomaram a praça e atacaram os manifestantes com violência.

O COLAPSO DO COMUNISMO

1- Perestroika e glasnost

No decorrer dos anos 1970, a URSS passou por um período de estagnação econômica, isso pois os dirigentes soviéticos resistiam em realizar reformas.

Os cidadãos soviéticos não estavam mais suportando a situação de crise, que foi mais agravada com a Retomada da Guerra Fria.

No ano de 1985, surgiu uma figura muito importante. Mikhail Gorbachev assumiu, em 1985 o cargo de Secretário Geral do Partido Comunista, onde atingiu prestígio a nível mundial. Nesse mesmo ano motivou a sociedade soviética com a palavra perestroika, que significa reestruturação.

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Em 26 de abril de 1986, ocorreu o acidente na usina nuclear de Chernobyl, que representou o maior desastre radioativo da humanidade. Após, esse acidente, os cidadãos soviéticos criticaram o regime e alegaram que a explosão foi em decorrência da censura da comunicação, pois os erros eram escondidos da sociedade, e é aqui que surge outra palavra, glasnost, que significa transparência.

Portanto, ao programa de reestruturação (perestroika) de Gorbachev, foi associada a transparência (glasnost).

Entre a perestroika e a glasnost houve um grande desequilíbrio. Como tentativa para a resolução desse problema, Gorbachev, convocou eleições para a formação do Congresso dos Deputados do Povo. A partir daí, os problemas do país foram debatidos abertamente. Enquanto a glasnost era um sucesso, a perestroika era um fracasso.

Capítulo 15 – Tempos de crise

1.Novas Tecnologias e crise capitalista

  Um processo de desenvolvimento tecnológico começou ao final da Segunda Guerra Mundial, denominado Revolução Técnico – Científica. A base da indústria foi se tornando aos poucos em eletrônica. Foi desenvolvido também um novo método de gerenciamento, o toyotismo , sendo que os operários teriam de se ajustar ao ritmo maior ou menor da produção, sendo capazes de operar distintas máquinas e atuar em várias funções,  bem como era exigido um operário altamente qualificado e dinâmico. Com esse novo método os operários podiam parar a produção em qualquer etapa do processo, caso fosse encontrado algum defeito no que estava sendo produzido. Este se diferencia do taylorismo pela sua flexibilidade.

A crise dos anos 1970

  As transformações na produção levaram à arrancada tecnológica das últimas décadas do século XX.

Nos Estados Unidos, os sinais da crise apareceram no final da década de 1960, o país passou a enfrentar a concorrência comercial de seus principais aliados bem como importava mais do que exportava, resultando num imenso déficit no comércio externo do país. Assim, o governo norte-americano passou a emitir papel-moeda sem ter como garantia estoques em ouro .

A crise se agravou em 1973, o preço do petróleo disparou, teve um aumento de quase de 1500%, isso atingiu até os países mais desenvolvidos. Uma das alternativas para sair da crise foi o investimento em alta tecnologia.

2. Mudanças na URSS

  Após a morte de Stalin, Nikita Kruschev apoiado pela cúpula do Exército Vermelho, assumiu o governo da URSS e deu início ao chamado “reformismo comunista”. Seu objetivo era diminuir o controle do Estado sobre a sociedade nos campos intelectuais, aumentar a produção de bens de consumo e descentralizar a economia, diminuindo tensões com o Ocidente, em especial com os EUA. Entretanto, não dispensavam fundamentos socialistas, como a economia planificada, a coletivização da terra e um partido único, além de continuar buscando áreas de influências. Partiram do princípio de “desestalinizar” a URSS, acusando Stalin de ser cruel e trataram de melhorar as condições sociais. As medidas desa gradaram outras nações socialistas, como a China, a Albânia e a Itália. Kruschev acabou deposto e Leonid Brejnev assumiu o governo, e sua política destacou-se por retomar a censura intelectual, continuar com a reforma econômica e com a política de apaziguamento com os EUA. Contudo, as coisas não iam bem, pois a produção agrícola não aumentava e o país era obrigado a importar, o número de ministérios crescia e o país ainda mantinha o sistema fabril o modelo stakanovismo – a adaptação do taylorismo. Estagnados, na década de 1980, a sensação era de declínio na URSS.

3. Surge a contracultura

  A contracultura foi as mobilizações e críticas ao modelo de vida tradicional  feito pelos jovens dos Estados Unidos e da Europa Ocidental nos anos de 1960, onde criaram novos estilos de vida e relações sociais. Começou com uma geração de intelectuais e poetas; dessa década surgiu o rock’n rolle os ícones Elvis Presley e James Dean. A contracultura recusou o american way of life. Grande número de jovens se engajou no movimento hippie com a ideia “paz e amor“ e “faça amor, não faça a guerra”. O auge do movimento foi em 1968, com protestos de jovens e trabalhadores entusiasmados com a Revolução Cubana (1959), a Independência da Argélia (1962) e a Revolução Cultural da China (1966).

4. A conquista dos direitos civis

  Em 1950, nos estados do sul dos Estados Unidos, havia segregação racial contra os negros. Em 1954, a Suprema Corte dos EUA reconheceu que os melhores recursos eram destinados aos brancos e declarou a inconstitucionalidade segregação nas escolas e, mais tarde, nos transportes públicos. A figura da época foi Martin Luther King, que liderou grandes protestos e ganhou o Prêmio Nobel da Paz em 1964. A luta dos negros resultou no reconhecimento de seus direitos civis. As mulheres também reivindicaram por direitos civis, desejando a igualdade perante os homens (como, por exemplo, a igualdade de remuneração e reconhecimento). Em 1966, fundaram a Organização Nacional Feminina, que acabou por conseguir a discriminação entre os sexos, a igualdade de direitos civis, a criminalização do assédio sexual no trabalho, a abertura militar para as mulheres, etc. O movimento se expandiu por diversas partes do mundo.

5. Ronald Reagan: novo fôlego para a Guerra Fria

  Os movimentos de esquerda avançavam pelo mundo em 1970, bem como os EUA passavam por uma crise; além disso, Richard Nixon foi acusado de estar vinculado a espionagem e renunciou ao cargo de presidente. Nesse cenário veio a ascensão de Margaret Thatcher como primeira-ministra britânica (1979) e a eleição de Ronald Reagan para presidência dos EUA (1980); era a chamada “nova direita”. O governo americano passou a fustigar os movimentos revolucionários do Terceiro Mundo e, com o apoio de Margaret Thatcher, voltou a definir a URSS como o “Império do Mal” e anunciou a intenção de militarizar o espaço; a chamada Guerra nas Estrelas. Thatcher implantou um programa neoliberal, patrocinando uma política sistemática de privatização das empresas estatais. Reagan também seguiu o programa neoliberal, porém, determinado a provocar o colapso da URSS. O neoliberalismo se tornou presente também na Alemanha, na França e na Espanha.